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Guarda dos filhos: como funciona a guarda compartilhada na prática?

Quando um relacionamento chega ao fim e existem filhos envolvidos, uma das maiores preocupações dos pais é saber como ficará a rotina das crianças. Em Fortaleza e em todo o Ceará, a guarda compartilhada é hoje a regra prevista na legislação brasileira, mas ainda gera muitas dúvidas, inseguranças e até receios.

Será que guarda compartilhada significa que a criança precisa morar metade do tempo com cada genitor?
Os pais precisam se dar bem o tempo todo?
O que muda, de fato, na vida dos filhos?

Neste artigo, vamos explicar de forma simples e acolhedora como funciona a guarda compartilhada em Fortaleza, esclarecer os principais mitos e mostrar como o juiz toma essa decisão sempre pensando no bem-estar da criança.


O que é guarda compartilhada?

A guarda compartilhada é o modelo em que pai e mãe participam de forma conjunta das decisões importantes da vida do filho, mesmo que não vivam mais juntos.

Isso inclui decisões sobre:

  • Educação
  • Saúde
  • Rotina escolar
  • Atividades extracurriculares
  • Valores e criação

Na guarda compartilhada, ambos continuam exercendo o papel de responsáveis legais, com direitos e deveres iguais, independentemente de com quem a criança resida.


Guarda compartilhada não é dividir a criança ao meio

Um dos maiores mitos sobre a guarda compartilhada em Fortaleza é acreditar que a criança precisa passar exatamente metade do tempo com cada genitor.

👉 Isso não é verdade.

A guarda compartilhada diz respeito às decisões, e não necessariamente ao tempo de convivência igualitário. A criança pode ter uma residência principal, geralmente com aquele que oferece maior estabilidade naquele momento, e manter convivência equilibrada com o outro genitor.

O foco é sempre garantir segurança emocional, rotina estável e vínculos saudáveis.


Principais mitos sobre guarda compartilhada

❌ “Guarda compartilhada só funciona se os pais forem amigos”

Outro mito muito comum. Os pais não precisam ser amigos, mas precisam manter um mínimo de diálogo respeitoso. O objetivo não é a relação entre os adultos, e sim o bem-estar da criança.


❌ “Se houver conflito, a guarda compartilhada não é possível”

Mesmo em situações de conflito, o juiz pode estabelecer a guarda compartilhada, desde que não exista risco à criança. O que se busca é evitar que um dos pais seja afastado da vida do filho sem motivo legítimo.


❌ “Guarda compartilhada elimina a pensão alimentícia”

Esse é um dos mitos mais perigosos. A guarda compartilhada não exclui o pagamento de pensão. A pensão é calculada com base nas necessidades da criança e na possibilidade de quem paga.


❌ “A criança escolhe com quem quer ficar”

A opinião da criança pode ser ouvida, dependendo da idade e maturidade, mas ela não é responsável pela decisão final. Essa escolha não deve ser um peso emocional para o filho.


Como o juiz decide a guarda compartilhada?

No direito de família no Ceará, a guarda compartilhada é a regra, e a guarda unilateral é exceção. O juiz sempre analisa o que é melhor para a criança, e não para os adultos.

Alguns critérios observados:

  • Vínculo afetivo com cada genitor
  • Capacidade de diálogo
  • Rotina escolar
  • Distância entre as residências
  • Disponibilidade para cuidar
  • Histórico de cuidado com o filho

Se houver qualquer indício de risco, negligência ou violência, o juiz pode afastar a guarda compartilhada.


Guarda compartilhada e a rotina da criança: o que muda?

Na prática, a maior mudança é que a criança passa a ter dois lares ativos, mesmo que more principalmente em um deles.

O que permanece:

  • Escola
  • Amigos
  • Atividades
  • Referências afetivas

O que se fortalece:

  • Presença do pai e da mãe
  • Participação nas decisões
  • Sentimento de pertencimento

Quando bem estruturada, a guarda compartilhada oferece mais segurança emocional à criança, pois ela entende que não perdeu nenhum dos pais.


A importância de uma rotina organizada

Para que a guarda compartilhada funcione bem, é fundamental que os pais estabeleçam:

  • Horários claros de convivência
  • Datas comemorativas definidas
  • Comunicação objetiva
  • Respeito às necessidades da criança

Uma rotina previsível ajuda o filho a se sentir seguro e evita conflitos desnecessários.


Quando a guarda compartilhada não é indicada?

Embora seja a regra, existem situações em que a guarda compartilhada pode não ser aplicada, como em casos de:

  • Violência doméstica
  • Abandono
  • Dependência química grave
  • Falta total de vínculo

Nesses casos, o juiz pode determinar a guarda unilateral, sempre com acompanhamento jurídico.


A importância do advogado de família

Um advogado de família em Fortaleza tem papel essencial na orientação dos pais, ajudando a construir acordos equilibrados e protegendo os direitos da criança.

Mais do que discutir quem “ganha” a guarda, o foco do direito de família é garantir um ambiente saudável para o desenvolvimento emocional dos filhos.


Conclusão

A guarda compartilhada não é sobre dividir a criança, e sim sobre compartilhar responsabilidades. Quando os adultos compreendem isso, o processo se torna mais leve e menos doloroso para todos.

Buscar informação e apoio jurídico é fundamental para tomar decisões conscientes e seguras, sempre colocando a criança em primeiro lugar.

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